O setor moveleiro, o segmento de planejados e a importancia da gestão como fator de sucesso.


Após uma recente avaliação junto à lojistas e fabricantes de móveis planejados, pude extrair algumas impressões.

Apesar de toda tragédia anunciada,  o que se pode observar é que ainda se trata de um  nicho com boas oportunidades, especialmente para os lojistas.

Mesmo com a estratégia de crescimento dos pontos de venda ter sido de certa forma desorganizada, inclusive proporcionando  uma espécie de  “canibalização” por conta do surgimento de lojas com a mesma bandeira e foco,  na mesma rua ou locais muito próximos, são vários os casos em que os resultados tem sido satisfatórios.

Quando se fala de qualquer segmento ou sub-segmento de economia sempre haverão os que choram e os que “vendem lenço”.

Não sem razão, portanto o segmento de planejado passa por um processo de “depuração” por assim dizer, processo em que os lojistas que tem foco e dedicação no negócio tem se sobressaido, inclusive com projetos de expansão.

Uma das dificuldades que os lojistas tem enfrentado diz respeito à falta de mão de obra qualificada. Não são poucos os casos de fracasso causados por falta de vendedor, projetista, e mesmo pessoas habilitadas a exercer a gestão financeira, tem contribuido para a deterioração da qualidade do negócio.

O caminho para o sucesso passa então necessariamente pela montagem da equipe, e para se manter uma equipe motivada, sem o “ataque predador” das lojas concorrentes, o empresario lojsta de móveis planejados tem inovado em desenvolver modelos de remuneração adequados, investimento no “ambiente de trabalho” e alguns mais arrojados até cedendo participação acionária ao profissional que reconhecidamente faz diferença para a manutenção do negócio.

A tendencia do setor moveleiro, inclusive no sub-seguimento de planejados é o fortalecimento da gestão, sem a qual as dificuldades conhecidas por todos, por certo superá as oportunidades, contribuindo para que esta boa oportunidade de negócio seja cada vez menos vantajosa. 

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Lições Chinesas para o Brasil e para o setor moveleiro


Voltar a China um ano depois não é exatamente encontrar mais do mesmo.

Se do ponto de vista do cenário economico houve um recrudescimento da condiçao economica (tambem a Chinesa), se os indices de crescimento não atendem as expectativas do governo e do povo Chines, se o mercado internacional se mostra pouco interessado nas razoes que levam a China a ter os preços de seus produtos corrigidos/alinhados a uma realidade conhecida agora também pelos Chineses, é certo que o pragmatismo Chines consegue evitar que as coisas sejam mais difice o is do que realmente são.

Andar pelas ruas e avenidas de Shangai é se ver fazendo percurso igual no que tem de melhor nos Esados Unidos, Inglaterra ou Alemanha (apenas para ficar no exemplo de paises reconhecidamente desenvolvidos e ocidentalizados).

Para um povo que tem cultura milenar é elogiável ver o nível de ocidentalizaçao que o povo Chines adquiriu, e ao que parece o tem tornado muito feliz.

Ao invés de ficar olhando para um passado que embora cheio de valores e méritos não os levou absolutamente a lugar nenhum o povo chines mantem a sua tradição mas se abre para o jogo do capitalismo, aliás nem parece que estamos em um pais comunista, tamanha é a assimilação cultural.

Você não entra em nenhuma loja, cafeteria ou coisa do gênero, que se estiver tocando alguma musica não seja ocidental.

Andar nas ruas é se deparar com um povo (não só os jovens) que se veste como ocidental, anda como ocidental e vide o uso da tecnologia pensa como ocidental.
Aquela imagem do Chines caricato talvez esteja reservada ao interior do pais.

Aquela imagem do Chines caricato, preso as tradições provavelmente ainda exista no interior.
O grande mérito que eles tem é o de avaliar o cenário e suas oportunidades e caminhar ao encontro das mesmas.
Enquanto outros países ficam discutindo espionagem, acertos marxistas, usando boa dose criatividade para distrair a atenção do povo e formadores de opinião sobre seus erros e falta de projeto, poderiam aprender com a China, que talvez tenha tudo isto em valores muito bem definidos, no entanto não se permite ao direito de perder o bonde da historia.
Mesmo na economia moveleira está nitrido a dificuldade que eles estão tendo por exemplo no mercado norte-americano, no entanto a ação em busca de novos horizontes não fica a merce de discussões inúteis, tanto é que estão focadíssimos no mercado da Africa e vejam só: Até no Brasil (vide feira chinesa de moveis e fornecedores marcada para novembro no Anhembi).
Talvez, se no Brasil, as bravatas cedessem espaço para a inteligencia de mercado no Brasil fosse melhor sucedido.

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O setor moveleiro e a competitividade internacional (2)


Ainda mostrando e não apenas falando, segue cópia de anuncio no Jornal “Orlando Sentinel”, do ultimo domingo.

Observe os preços praticados pela linha Natuzzi. É claro que o custo Brasil está por trás de toda esta discrepância entre o custo de vendas nos Estados Unidos e o nosso.

São limitações de infraestrutura, impostos muito altos e inegavelmente a corrupção, que também pesa no custo final da mercadoria.

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O setor moveleiro e a competitividade internacional


Muito se fala e escreve a respeito da influencia do custo Brasil sobre os produtos produzidos em nosso País.
Mais que falar e escrever nada melhor do que mostrar. Veja neste post anuncio publicado ontem no Jornal “Orlando Sentinel”http://www.orlandosentinel.com/ da rede de moveis dos Estados Unidos Rooms to Go http://www.roomstogo.com/.
No próximo post desta semana (quarta-feira, 28 de agosto) você terá o anuncio da Natuzzi.

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O setor moveleiro e a valorização do dolar


dolar valorizado

Definitivamente o setor produtivo do Brasil vive sujeito às intempéries da má gestão pública.

Se já não bastasse as oscilações do mundo moderno nossos empresários são submetidos as consequências dos equívocos cometidos pelo governo dos petralhas.

O dólar hoje acima de R$ 2,40 não seria ruim não estivesse ele não a muito tempo atrás pouco acima de R$ 1,60. Esta forte variação, que pode vir a ser ainda maior (segundo fontes próximas do governo a cotação pode passar de R$ 2,70) causa incertezas e oscilações muito fortes para o gestor moveleiro.

Se por um lado o real desvalorizado ajuda o exportador numa leitura rasa, o fato é que nem este é totalmente beneficiado, seja porque sua estrutura produtiva e distribuição não estavam planejadas para esta “oportunidade” ou mesmo porque seus custos também vão aumentar, especialmente naqueles insumos que direta ou indiretamente interferem na estrutura de seus custos.

No contexto da produção voltada para o consumo domestico surge também o desafio de dosar as consequências do aumento de custos (fala-se em reajuste mínimo de 20% no mínimo para gasolina) a capacidade de pagamento pelo consumidor.

Entre as medidas necessárias para se adaptar a este cenário pode-se citar como exemplo o aumento da criatividade tanto na gestão como no desenvolvimento de produtos.

Isto significa na prática priorizar os investimentos em áreas e assuntos que efetivamente façam a diferença para o negocio, deixando de lados aventuras e opções equivocadas. O fortalecimento da imagem da empresa é ferramenta fundamental para qualquer momento econômico, seja nos bons ou nos mais difíceis. Por isto se justifica exercer as opções mais adequadas nesta área, mas jamais deixar de investir nela.

Tornar os produtos mais atrativos e uteis ao consumidor é mais um exemplo de prática que cada vez mais será fundamental para a continuidade de um negocio, seja ele moveleiro ou de que outra área seja.

Se a premissa de que o dinheiro será cada vez mais escasso e cada vez mais disputado é fundamental focar o negocio em ações objetivas que visem o fortalecimento do negocio. Vale para dólar a R$ 1,60 ou R$ 2,70.

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o setor moveleiro e as oscilações do ano de 2013


 

A despeito do mês de agosto ser associado a eventos negativos como:

1) 1º de agosto de 1914 começa a 1ª Grande Guerra Mundial.

2) 2 de agosto de 1932, Hitler assume o governo da Alemanha.

Agosto de 1939 começa a II Grande Guerra Mundial.

3) 6 a 9 de agosto de 1945, mais de duzentas mil pessoas morrem em Hiroshima e Nagazaki, destruídas pela bomba atômica.

4) 13 de agosto de 1961 tem início a construção do Muro de Berlim, o Muro da Vergonha.

5) 12 de agosto de 1968, na Irlanda do Norte, católicos e protestantes começam a se matar

em nome de Deus.

6) 8 de agosto de 1974, Richard Nixon renuncia à presidência dos Estados Unidos, em conseqüência dos escândalos de Watergate.

7) 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renuncia à presidência da República.22 de agosto de 1976, vítima de um desastre automobilístico, morre Juscelino

Kubitscheck.
 
é provável que seja o  mês mais aguardado por moveleiros do Brasil.
Tradicionalmente o setor moveleiro amarga algumas reticencias do mercado no primeiro semestre, sempre reagindo no segundo semestre especialmente a partir de agosto.
Este é um ano atípico, além das oscilações negativas costumeiras adicionou-se um  componente novo e não menos importante ou determinante: os movimentos de protestos dos meses de junho.
Os empresários tem se dedicado a tentar interpretar qual o tipo de influencia que estes movimentos exercerão (se é que exercerão) sobre o desempenho do setor moveleiro no segundo semestre de 2013.
Razões não faltam para a preocupação na medida em que além do componente econômico pesa também o componente político, marcado por um cenário de incertezas, onde para muitos o governo da atual presidente da República teria “terminado”.
Talvez a preocupação maior devesse estar nos estoques gerados na industria neste período de baixa nas vendas, afinal isto pode atrasar um pouco a regularização do volume de vendas e consequentemente do caixa das empresas.
Não há razão para duvidas da cíclica e previsível recuperação da atividade econômica, más sim da capacidade de algumas industrias de suportar as oscilações que 2013 impôs.
Não será surpresa portanto se noticias negativas a respeito de descontinuidade das atividades ou aumento da capacidade de caixa em algumas empresas se intensificarem até o final do ano.
Tomara que não.
 
 
 
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O setor moveleiro, recordes de depósitos em cadernetas de poupança e a visita do papa.


Qual a lógica da por trás da decisão de boa parte da população brasileira em “proteger” suas economias justamente na caderneta de poupança?

A caderneta de poupança tem sido a grande vilã dos poupadores no momento. Claro, considerando-se  a baixa rentabilidade, reflexo das pirotecnias adotadas pelo atual governo, que conseguiram deixar a rentabilidade da mais tradicional forma de economia da população ter resultados negativos, embora seja ainda tida como um meio “seguro” de se economizar.

(leia mais sobre)

http://www.emobile.com.br/varejo/item/13135-indicador-confianca-consumidor-julho.html

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/07/depositos-na-poupanca-batem-recorde-no-primeiro-semestre.html

A análise que cabe neste contexto é exatamente o porque da preferencia, consciente ou inconsciente do cidadão em abrir mão não só da rentabilidade mas eventualmente até abrir mão de parte do capital aplicado,  por conta do risco de remuneração negativa.

Por trás deste absurdo (por mais que ele assim se configure) tem um principio de sabedoria popular. Por mais que a grande imprensa do Brasil se esforce em transformar a visita do Papa Francisco ao Brasil em um pop evento, com direito a entrar no ar ao vivo qualquer horário da grade da programação e em qualquer que seja o programa (hoje mesmo a Band interrompeu várias vezes seu programa de esporte do meio dia para transmitir imagens e falas a respeito de sua santidade), o povo parece não estar devidamente convencido de que o barco Brasil esteja em boas mãos. isto justifica o pé no freio do consumo, o aumento dos depósitos em caderneta de poupança e consequentemente alteração na expectativas das vendas.

Pode ser que tanto empenho da grande imprensa em desviar o foco das atenções da população sobre o (des)governo atual produza o “milagre” da retomada do consumo, e quem sabe para o milagre ser mais completo ainda consiga “multiplicar” os reais em poder da população para que então voltem a priorizar as compras.

Para o setor moveleiro fica a expectativa (todo ano é assim) de que a partir de agosto o mercado se normalize, trazendo “caixa” e capacidade de prosseguir nos investimentos e adequações necessárias para fazer de 2014 um ano melhor do está sendo 2013.

http://www.carlosbessa.com

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